A Criação que Louva: O Inusitado Visitante na Capela de Juiz de Fora

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  A liturgia cristã é, por excelência, o momento de encontro entre o Criador e a criatura, um espaço sagrado onde o tempo cronológico se abre à eternidade. Recentemente, um registro em vídeo divulgado pelo portal G1 Zona da Mata, revelou uma cena que parece ter saído da biografia de São Francisco de Assis. Na pequena capela da Comunidade Nossa Senhora da Visitação, em Juiz de Fora, um macaco-bugio tornou-se presença constante, acompanhando com seus sons característicos os cânticos e as preces da assembleia. O Cântico das Criaturas no Século XXI A presença deste primata, relatada com ternura pelo zelador da capela, José Mauro, convida-nos a uma reflexão profunda sobre a extensão da providência divina. Nas imagens exibidas pela reportagem, vemos o animal circular com naturalidade entre os bancos e até "dar a mão" aos presentes. Não estamos apenas perante um fenômeno biológico ou uma curiosidade local, mas diante de um lembrete vivo da harmonia que deve reger a Casa Comum, que é...

Um pouco menos de "eu" e um pouco mais de "nós" e "Ele"


Viver com propósito não é um mistério guardado a sete chaves, mas sim o resultado de duas buscas que se entrelaçam: olhar para o lado (empatia) e olhar para o alto (Deus). Se a vida fosse um GPS, a empatia seria o ajuste da rota para não atropelar ninguém, e a busca de Deus seria o sinal de satélite que nos diz para onde raios estamos indo.

Empatia: O Superpoder do "E se fosse eu?"

Empatia virou palavra de moda, mas a prática é "raiz". Não é apenas sentir pena; é ter a coragem de calçar o sapato do outro — mesmo que o sapato esteja apertado ou tenha um chulé insuportável.

No dia a dia, a empatia é o que nos impede de buzinar freneticamente para o carro da frente que morreu no semáforo. Talvez o motorista seja um recém-habilitado suando frio ou alguém que acabou de receber uma notícia ruim. Exercitar a empatia é entender que todo mundo está carregando uma sacola pesada que a gente não vê. Quando você escolhe ouvir em vez de julgar, você não apenas ajuda o próximo; você desarma a sua própria arrogância. É um alívio descobrir que o mundo não gira em torno do nosso próprio umbigo!

A Busca de Deus: Wi-Fi para a Alma

Já sentiu aquele vazio estranho, mesmo quando tudo parece estar "ok"? É como ter um iPhone de última geração, mas sem sinal de internet: o aparelho é lindo, mas não cumpre sua função principal. A busca de Deus é a conexão que dá sentido ao hardware humano.

Buscar a Deus não precisa ser um evento místico com corais de anjos e luzes dramáticas (embora seria incrível). Muitas vezes, é no silêncio, na honestidade de uma prece sincera ou na admiração de um pôr do sol que a gente percebe: não somos um acidente biológico. Existe um Designer por trás da obra.

Essa busca traz uma paz que não faz sentido lógico. É saber que, mesmo quando o "caos" se instala, existe uma âncora. É trocar o controle ansioso pela confiança de quem sabe que o Universo está em mãos muito melhores que as nossas.

O Ponto de Encontro

O segredo de mestre é entender que essas duas buscas são, na verdade, uma só. Sabe aquela frase clássica: "Como você pode dizer que ama a Deus, a quem não vê, se não ama o seu irmão, a quem vê?" Pois é, o "xeque-mate" espiritual é esse.

  • A empatia sem Deus corre o risco de virar apenas ativismo cansativo.

  • A busca de Deus sem empatia vira religiosidade vazia e chata (e ninguém aguenta gente "santa" que trata mal o garçom).

Quando você busca a Deus, seu coração amolece para o próximo. E quando você serve ao próximo com empatia, você está, literalmente, tocando o divino. É um ciclo de energia que te deixa mais leve, mais humano e, com certeza, muito mais feliz.

Que tal começar hoje? Um pouco menos de "eu" e um pouco mais de "nós" e "Ele". Garanto que o travesseiro fica muito mais macio à noite.

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